As minhas palavras estão apenas começando, e tenho certeza de que agora serão de ódio e ao fim serão de amor.
Não, você não merece palavras de amor e eu sou sem moral para dizê-las. Gostamos de praticar os erros, logo vejo. Nutro um ódio constante por ti, pelas tuas manias de me querer bem e não ficar para ver o estrago. E ainda se atreve a voltar e me sorrir com intenções que não cabem numa folha. Vivo caindo fácil nas suas aparições e nos seus gostos tristes para a vida. Nas linhas de mais um texto que sai de mim, você é o início desordenado e o ponto final sem conclusão, sempre será.
Posso pedir que passe novamente amanhã pelo meu coração? Hoje queria dormir, mas estou pensando em deixar esse plano para a tarde de amanhã, trocar a noite pelo dia, não almoçar e ler muito aqueles romances que comprei para ocupar o tempo em que você some no seu próprio mundo. Mas quem sou eu para falar? Vou levar a vida como a bagunça que ela é, como a falta de sentidos que você está fazendo ela ser para mim e completamente cheia de saudade acumulada desde… sempre? Ah, sempre!
Me deixe jogar um pouco de razão para o alto e logo estarei juntando os nossos pedaços. Eu, sem moral. Você, sem moradia fixa. Nós, errando como sempre. Termino agora como disse que terminaria: enchendo tudo de amor. E o principal: com um ponto que nada conclui - sem contar as palavras que não sei dizer.
(Olha, lá vai você dobrando a esquina… Amando todos e esquecendo de mim.)
"(Source: camilacosta)


